Djavan grava primeiro disco da carreira como intérprete

São 34 anos de carreira e mais de 20 discos gravados. Eclético, já transitou por gêneros como o samba, o jazz e a valsa. Gravou com artistas como Chico Buarque, Stevie Wonder e o violonista espanhol Paco de Lucía. Chegou até mesmo a se arriscar como ator no filme “Para viver um grande amor”, musical dirigido por Miguel Faria Júnior em 1983. Mas, apesar dos tantos caminhos percorridos, ainda faltava um desafio para o cantor e compositor alagoano Djavan: um trabalho como intérprete.

“Foi uma dificuldade. Mas a dificuldade me move”, declarou o músico sobre “Ária”, lançamento que reúne versões para 12 canções selecionadas seguindo critérios distintos.

“Há reminiscências da infância e da adolescência, coisas que cantava na época em que era crooner de boate”, diz Djavan sobre o repertório, que inclui “Oração ao tempo” (Cateano Veloso), “Treze de dezembro” (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), “Disfarça e chora” (Cartola e Dalmo Castelo) e “Fly me to the moon” (Barth Howard), famosa na voz de Frank Sinatra.

Com arranjos debruçados sobre o violão do próprio compositor, o álbum traz ainda o baixista André Vasconcellos, os percussionistas Marco Lobo e Marcos Suzano e o guitarrista Torcuato Mariano.

Informações de Henrique Porto (G1 RJ)

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