Novo filme “Oceans” mostra o mar da perspectiva dos peixes

da Reuters, em Paris

O novo filme francês “Oceans” não apenas permite ao espectador “nadar” entre peixes, como abre uma janela para vidas submarinas repletas de emoção e carregadas de perigo.

Mais de 50 anos se passaram desde que o célebre mergulhador e documentarista francês Jacques Cousteau rodou o documentário “O Mundo Silencioso”, e novos avanços técnicos facilitaram o trabalho de captar a vida da perspectiva dos peixes, disseram os diretores do filme.

“Inventamos muitos artefatos para podermos ser peixes entre os peixes, para testemunhar o que fizemos com nosso meio ambiente e, quando há poluição ou grandes pescas, vê-las como os peixes as veem”, disse à Reuters um dos diretores, Jacques Perrin.

Mais de dez anos já se passaram desde o premiado “Microcosmos”, a exploração da vida dos insetos narrada por Perrin e que proporcionou um close-up estranho da vida de insetos minúsculos vivendo em capinzais.

Graças a novas técnicas de câmera, “Oceans” traz tomadas violentas de guerras entre aranhas do mar, perseguições entre golfinhos, retratos de animais marinhos cuidando de sua prole e criaturas esdrúxulas diversas.

“Nossas máquinas não mostram apenas um personagem espetacular, mas sim uma intimidade com um animal nunca antes vislumbrado e ao qual nos apegamos de um momento a outro”, disse Perrin.

Os novos métodos empregados incluem a inserção de câmeras dentro de envoltórios especiais e o uso de patins com os quais mergulhadores podem deslizar ao lado de grandes tubarões brancos.

Após dois anos de preparativos, quatro anos de filmagens e um ano de edição, “Oceans” será lançado na França em 27 de janeiro, um mês após a cúpula ambiental em Copenhague.

Defensor do ambientalista francês Nicolas Hulot, Perrin disse que não sente a necessidade de pregar, mas espera contribuir para o debate sobre a proteção ambiental.

“Oceans” foi rodado em santuários marinhos ao longo de mais de 70 expedições em várias partes do mundo. Algumas de suas cenas ocorrem em um museu de espécies extintas, que se torna mais pungente por sabermos que os animais morreram devido à humanidade.

“Foi o caso do boto do rio Yang-tsé, que planejávamos filmar, mas o último animal remanescente da espécie desapareceu durante as filmagens”, disse o co-diretor Jacques Cluzaud.

Apesar disso Perrin é otimista quanto ao futuro dos oceanos.

“O grito de esperança é mais forte que o grito de alarme”, disse Perrin. “O mar ainda é rico. Nós o mutilamos e o fizemos sangrar, mas ele está ali e, se quisermos, as coisas podem recomeçar”.

‘Crazy in Love’, de Beyoncé, é eleita a música da década

A música “Crazy in Love”, da cantora Beyoncé, foi escolhida a melhor da década, segundo uma votação feita pelo semanário britânico New Music Express. A eleição foi feita entre os profissionais do site, da TV e da rádio NME.

 Lançada em 2003, a música faz parte do primeiro disco solo da cantora, “Dangerously in Love”, e conta com a participação de Jay-Z, hoje seu marido.

Em segundo lugar, ficou a canção “Time to Pretend”, do MGMT, seguida por “Hard to Explain”, dos Strokes. A lista ainda conta com hits como “Umbrella”, da cantora Rihanna, e “Seven Nation Army”, do White Stripes, música que chegou a virar hino da torcida italiana na Copa da Alemanha (2006).

Na semana passada, os Strokes lideraram uma votação semelhante da NME sobre o álbum da década, com seu primeiro trabalho, “Is This It”.

Confira as 20 primeiras faixas da lista:

1- Beyoncé – “Crazy In Love”

2- MGMT – “Time To Pretend”
3- The Strokes – “Hard To Explain”
4- MIA – “Paper Planes”
5- OutKast – “Hey Ya!”
6- The Rapture – “House Of Jealous Lovers”
7- Klaxons – “Golden Skans”
8- Blur – “Out Of Time”
9- Arcade Fire – “Rebellion (Lies)”
10- Arctic Monkeys – “A Certain Romance”
11- The Libertines – “Can’t Stand Me Now”
12- The Streets – “Dry Your Eyes”
13- The Walkmen – “The Rat”
14- The White Stripes – “Seven Nation Army”
15- Yeah Yeah Yeahs – “Bang”
16- Rihanna – “Umbrella”
17- Yeah Yeah Yeahs – “Maps”
18- OutKast – “Ms Jackson”
19- Radiohead – “Reckoner”
20- Hot Chip – “Over And Over”

Informações da Redação Yahoo!

Peças teatrais preferidas pela crítica

Livro de Sarah Palin vira best-seller

(Foto: AFP)

O livro de Sarah Palin, ex-candidata à vice-presidência dos Estados Unidos e ex-governadora do Alasca, tornou-se um dos mais importantes best-sellers de não-ficção da história após vender 300.000 cópias da obra Going Rogue: An American Life (Rebelando-se: Uma Vida Americana) em apenas 24 horas.

O sucesso, que pegou de surpresa até a editora HarperCollins, fez com que outros 300.000 livros fossem colocados à venda, mesmo depois de uma prévia impressão de 1,5 milhão de unidades.

Going Rogue: An American Life lidera a lista de mais vendidos da Amazon e aparece na frente de Stephenie Meyer, Stephen King e Dan Brown. Palin só fica atrás de Bill Clinton, que em 2004 vendeu 400.000 cópias de My Life (Minha Vida), em apenas um dia.

Na semana passada, logo após o lançamento de seu livro, Palin iniciou viagem por 14 estados dos Estados Unidos para promover a obra. “Espero encontrar muitos de vocês, os cumprimentar e falar: ‘Obrigada por amar a América’. Eu vou dar uma colher de chá e contar o que está na dedicatória do meu livro. ‘Isso é dedicado para você, patriota, que ama os EUA como eu amo’”, publicou a republicana em sua página do Facebook.

A popularidade da ex-governadora junto ao público traz à tona algumas especulações acerca de sua candidatura à presidência dos Estados Unidos, em 2012. Barack Obama, por exemplo, permaneceu 150 semanas na lista de livros mais vendidos do The New York Times com suas memórias Dreams from my Father (Sonhos do meu Pai), lançado em 1995.

Joss Stone lança “Colour me Free” na capital paulista em novembro

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A cantora de soul britânica Joss Stone se apresenta no HSBC Brasil em 22 de novembro. Fred Prouser/Reuters

A cantora inglesa Joss Stone volta a São Paulo para lançar seu novo trabalho, “Colour me Free”, em uma noite no HSBC Brasil (região sul da capital paulista). A apresentação acontece em 22 de novembro. A cantora também se apresentará no Rio de Janeiro no dia 21.

Os ingressos começam a ser vendidos para o público em geral no sábado (31). Até sexta-feira (30), só clientes do HSBC e do Mastercard poderão adquirir os tíquetes.

Com vozeirão de diva, Stone, aos 22 anos, é um fenômeno da música soul. “You Had Me”, “Don’t Cha Wanna Ride” e “Tell me What We Gonna Do” são alguns dos hits da inglesa. Por aqui, as músicas do novo “Colour me Free” também entram no repertório.

HSBC Brasil – r. Bragança Paulista, 1.281, Santo Amaro, região sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/4003-1212. 22/11: 20h30. Ingr.: de R$ 70 a R$ 300. Não recomendado para menores de 14 anos. www.hsbcbrasil.com.br.

Fonte: Folha Online

Salvador: Roteiro de exposição

Auguste Rodin: Homem e Gênio – Após seis anos de contatos e investimentos, chega a Salvador a exposição que conta com 62 trabalhos do artista francês. O acervo permanece na Bahia, em regime de comodato, por três anos. Palacete das Artes – Rodin Bahia – R. da Graça, 284, Graça (3117-6982). A partir do dia 26. Terça a domingo, das 10h às 18h. Entrada franca.

Bahia – Litoral e Sertão – Exposição de postais e fotografias do início do século XX sobre a relação econômica e social entre o litoral e o sertão baianos. Museu Tempostal – R. Gregório de Mattos, 33, Pelourinho (3117-6382). Terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 13h às 17h. Entrada franca. Até 31 de outubro.

Objetos Desiguais – Yuri Ferraz apresenta obras produzidas para refletir como a mídia impõe modelos de comportamento e nos induz a segui-los. Galeria do Conselho de Cultura do Estado da Bahia – Palácio da Aclamação, Passeio Público (3117-6193). Visitação: segunda a sexta, das 9h às 17h30. Entrada franca. Até 31 de outubro.

Pelos Caminhos de Salvador – Um recorte sobre a urbanização, crescimento e modernização da capital baiana e suas transformações, iniciadas em fins do século XIX. Museu Tempostal – R. Gregório de Mattos, 33, Pelourinho (3117-6382). Terça a sexta, das 10h às 18h. Entrada franca. Até 31 de outubro.

Vendo a Venda – Para resgatar os momentos da sua infância passados na venda que o pai tinha, a artista Ieda Oliveira cria uma instalação a partir de objetos como fumo, corda, tecidos, aviamentos, cachaça, urnas funerárias e diversas antiguidades. Museu de Arte Moderna da Bahia – Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão (3117-6141). Terça a domingo, das 13h às 19h; sábado das 13h às 21h. Entrada franca. Até 25 de outubro.

Arquitetura do Medo – A exposição fotográfica de André Gardenberg apresenta uma reflexão sobre a nova arquitetura urbana, pautada pelo medo da violência. MAM – Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão (3117-6141). Terça a domingo, das 13h às 19h; sábado às 13h às 21h. Até 25 de outubro.

Muitos Destinos, Uma Só Bahia – A exposição apresenta diferentes olhares sobre a Bahia. As obras são resultado da residência artística de cinco artistas franceses no Instituto Sacatar. MAM – Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão (3117-6141). Terça a domingo, das 13h às 19h; sábado das 13h às 21h. Até 25 de outubro.

Eu Vi o Mundo, Ele Começava no Recife – Exposição de Cícero Dias – A mostra conta com 20 litogravuras do artista plástico. Prova do Artista Galeria de Arte – R. Bartolomeu de Gusmão, Rio Vermelho (3331-6247). Entrada franca. Segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 9h às 13h. Até 26 de outubro.

Raízes de um Povo – A mostra do artista plástico Sérgio Wladimir reúne pinturas, nas quais utiliza a técnica acrílica sobre tela. Espaço Castro Alves da Livraria Saraiva Mega Store – 2° piso do Salvador Shopping, Av. Tancredo Neves, 2915, Caminho das Árvores (3341-7020). Segunda a sábado, das 9h às 22h; dom, das 12 às 21h. Entrada franca. Até 29 de outubro.

Der Butt (O Linguado) – Mostra de desenhos do principal autor alemão desde a Segunda Guerra: Günther Grass, autor de O Tambor, A Ratazana, Passo de Caranguejo, entre outros. Galeria do Goethe Institut-Icba – Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória, Vitória (3338-4700). De segunda a sexta, das 9h às 18h30; sábado das 9h às 13h. Entrada franca. Até 30 de outubro.

Made in Bahia – Mostra do artista visual baiano Denis Sena, que há 13 anos expõe em galerias e museus, mas também em ruas. Casa Verde – Rua Rio de Janeiro, 452, Pituba (3240-5131). Diariamente, das 11h às 15h. Até 30 de outubro. Enguiço – Artistas utilizam 24 gravuras em pequenos formatos para registrar e imprimir lembranças e vivências de uma memória latente que o tempo não apagou. Galeria Jayme Fygura – Rua Gamboa de Cima, 3, Afitos (3329-2418). De quarta a domingo, uma hora antes dos espetáculos. Entrada franca. Até 1º de novembro.

Olhares sobre a Declaração dos Direitos Humanos – Visões sobre os direitos humanos pelos artistas Friedrich Hundertwasser e Thiago de Mello. Caixa Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro (3322-0228). Ter a dom, das 9h às 18h. Entrada franca. Até 1º de novembro. Bahia em 35×3 – A mostra dos fotógrafos Anderson Soares, Mallus Cordeiro e Maurício Lelis apresenta um acervo de imagens que expressam a cultura baiana através da arte, do trabalho e das paisagens, detalhes que formam a identidade do baiano. Galeria Pierre Verger – R. General Labatut, Prédio da Biblioteca Pública, Barris (3384-1632 ). Diariamente, das 8h às 21h30. Entrada franca. Até 8 de novembro.

Mata Atlântica: Paisagens – A exposição consta de três segmentos em torno do tema Mata Atlântica: pintura, objetos e uma instalação com esculturas têxteis da artista Vera Patury. Conta ainda com oficinas para crianças e filmes educativos. Museu de Arte da Bahia (MAB) – Av. Sete de Setembro, 2.340, Corredor da Vitória (3336-5642). Ter a sex, das 14h às 29h; Sábado, 24, e domingo, 25, das 14h30 às 18h30. Entrada franca. Até 22 de novembro.

Vida e Morte Sertaneja – Costumes, expressões, cores, texturas, marcas e contrastes sertanejos. O fotógrafo Luciano Carcará conseguiu reunir tudo isso na mostra que tem como foco as raízes e heranças culturais do sertão baiano. Centro Cultural Correios – R. Padre Anchieta, 2, Cruzeiro de São Francisco, Pelourinho (3321-6665). Seg a sex, das 10h às 18h; Sáb, das 8h às 12h. Entrada franca. Até o dia 6 de dezembro.

Mostra reúne painéis criados por 11 grafiteiros baianos. Centro Cultural Solar Ferrão, Galeria. De terça a sexta, de 10h às 18h. Finais de semana e feriados, das 13h às 17h. Até 8 de novembro.

Cartazes da Guerra Civil Espanhola – No ano em que o conflito bélico faz 70 anos, a mostra traz 95 cartazes originais dos republicanos. Instituto Cervantes – Av.Sete de Setembro, 2792, Ladeira da Barra (3797-4667). De seg a sex, das 9h às 20h; e sáb, das 9h às 12h. Entrada franca. Até 11 de novembro.

Cuide de Você – A instalação da artista francesa Sophie Calle conta com 87 peças. Museu de Arte Moderna – Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão (3117-6141/3117-6139). Entrada franca. Terça a domingo, das 13h às 19h; sábado, das 13h às 21h. Até 22 de novembro. Fragmentos da Música Brasileira – Artistas plásticos contemporâneos recorrem a diversas linguagens para retratar as últimas seis décadas de música no Brasil.

Casa da Música – Parque Metropolitano do Abaeté (3116-1511). Terça a sábado, das 9h às 17h, e domingo, das 9h às 16h. Até 30 de novembro. Fragmentos: Artefatos Populares, o olhar de Lina Bobardi – A mostra apresenta objetos que representam a expressão popular encontrada no Nordeste, são moringas, imagens de santos, esculturas, dentre outros, no Centro Cultural Solar Ferrão – R. Gregório de Mattos, 45, Centro Histórico (3117-6380). Terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado, domingo e feriados, das 13h às 17h. Até 31 de dezembro.

Sete Áfricas – A mostra conta com 90 peças, entre máscaras e esculturas, que foram selecionadas pelo italiano Claudio Masella ao longo de 35 anos e doadas ao Governo da Bahia em 2004. As peças representam a grande diversidade de materiais, técnicas e estilos identificados na produção artística do continente africano. Solar Ferrão – R. Gregório de Mattos, 45, Pelourinho (3117-6380). Terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado, domingo e feriados, das 13h às 17h. Até 31 de dezembro.

Fonte: A Tarde Online

Em cartaz na Mostra de SP, documentário revê a vida de Roman Polanski

Cena do documentário, que traz entrevista do diretor no Brasil (Foto: Divulgação)

A vida do diretor Roman Polanski mais parece um filme, em que há espaço para o drama, a tragédia, o terror, o suspense e também a comédia. É isso que mostra o documentário “Roman Polanski”, do brasileiro Alê Primo, que estreia na Mostra de Cinema de São Paulo nesta terça-feira (27).

Recentemente, a trajetória de Polanski ganhou ainda contornos de filme policial, desde que o cineasta franco-polonês foi preso na Suíça, em 26 de setembro, acusado de um crime sexual cometido em 1977 nos EUA.

O documentário em cartaz na Mostra – que toma como base uma entrevista concedida pelo diretor em sua passagem pelo Brasil em 2004 - revê diversos episódios da trajetória de Polanski, incluindo o assassinato brutal de sua primeira mulher, a atriz Sharon Tate, em 1969, e sua primeira experiência no cinema, no curta “Assassinato”, de 1957, quando ainda era um estudante na Polônia comunista. ”As pessoas não conhecem a verdadeira tragédia”, diz o diretor a certa altura.

Durante a entrevista, ele lembra também sua infância no horror da guerra e suas passagens pelo Brasil, onde conheceu Caetano Veloso e se apaixonou pelo Carnaval. Depoimentos do próprio Caetano, Gilberto Gil e de cineastas como Cacá Diegues, Hector Babenco e Hugo Giorgetti completam o filme e ajudam a entender a complexa figura do diretor.

Panorama

Com imagens raras, como cenas dos primeiros trabalhos do cineasta, o documentário faz um panorama da produção cinematográfica de Polanski, desde suas origens até os dias de hoje, passando por clássicos como o terror “O bebê de Rosemary” e o drama “O pianista”, que lhe valeu o Oscar de melhor diretor em 2002.

É uma carreira multifacetada, em que Polanski teve a oportunidade de dividir o set com astros da grandeza de Jack Nicholson, Catherine Deneuve, Harrison Ford e Johnny Depp, e explorou os mais variados gêneros. Uma trajetória variada como os altos e baixos de sua vida. Mas o diretor garante durante a entrevista: “Nunca faria um filme autobiográfico”.

Informações de Carla Meneghini do G1

Diretora estreante, Fanny Ardant é homenageada na Mostra

Como é tradição na Mostra de Cinema de São Paulo, o evento recebe diversos diretores, atores e roteiristas envolvidos com a produção dos filmes selecionados. Neste ano, além dos convidados, a Mostra homenageia três figuras do cinema: Theo Angelopoulos, Fanny Ardant e Gian Vittorio Baldi.

Galeria: Veja fotos de Fanny Ardant

Angelopoulos, um dos diretores gregos de maior destaque, conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes com o filme “A Eternidade e um Dia”, em 1998. Também levou o Leão de Ouro de Novo Cineasta do Festival de Veneza em 1980, com “Alexandre, o Grande”. O diretor coleciona 19 produções –oito delas integram a retrospectiva do cineasta na Mostra.

Fanny Ardant recebe homenagem por sua atuação como atriz e ainda promove na Mostra sua primeira direção de um longa, com “Cinzas e Sangue”, que participa da Competição Novos Diretores. A musa do cinema francês, que foi casada com Truffaut, poderá ser vista em filmes como “A Mulher do Lado” e “De Repente, num Domingo”, do diretor francês, “O Jantar”, de Ettore Scola e “8 Mulheres”, de François Ozon.

O produtor e diretor italiano Gian Vittorio Baldi ficou famoso por trabalhar com grandes nomes do cinema, como Pier Paolo Pasolini. Na sua retrospectiva, serão exibidos os filmes “A Casa das Viúvas”, “Fogo!” e “Pocilga”, de Pasolini.

Informações da Folha Online

“Tá Chovendo Hamburguer” lidera bilheterias pela terceira semana

A animação da Sony “Tá Chovendo Hamburguer” liderou as bilheterias dos cinemas brasileiros pelo terceiro fim de semana consecutivo.

Divulgação

Divulgação

Segundo dados do Filme B, o longa arrecadou R$ 1,49 milhão e levou mais de 135 mil pessoas às salas de cinema.

Em segundo lugar entre os filmes mais vistos aparece “Distrito 9″, também da Sony. O filme sobre uma invasão alienígena arrecadou cerca de R$ 1,47 milhão e teve público estimado em 143 mil pessoas.

“Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, ficou em terceiro lugar, com arrecadação de R$ 1,14 mil e público de 101 mil pessoas.

Ainda aparecem no ranking dos filmes mais vistos nos cinemas brasileiros os longas “A Verdade Nua e Crua”, “Te Amarei pra Sempre” e “Se Beber, Não Case”.

Informações da Folha Online

Por que você não deve ler “O Símbolo Sagrado” de Dan Brown

por Paulo Nogueira (Jornalista - Época)

Alguns meses atrás, quando foi anunciado o lançamento da sequência do “Código da Vinci”, avisei que não iria lê-lo. Também não li o original, é claro. Experimentei algumas páginas, por curiosidade jornalística, e logo fui derrotado pelos clichês e absurdos do enredo. Admiradores mais apaixonados de Dan Brown me atacaram intensamente, talvez por eu não explicado com suficiente clareza as razões pelas quais ele e outros do mesmo gênero estão banidos de minha estante.

Vou tentar de novo.

Tenho um tempo limitado de leitura, infelizmente. Meu dia não tem mais que 24 horas, e fora isso tenho atividades fora dos livros, entre as quais dormir. Se eu pegar Dan Brown terei que deixar de ler algum livro. É uma questão de lógica elementar. Não se pode ler dois livros no mesmo momento, assim como não se pode pegar dois ônibus simultaneamente, ou montar em dois cavalos, ou andar em duas bicicletas.

Então por que não optar por Dan Brown? Porque ele é ruim. Não tanto quanto Paulo Coelho, talvez. (Talvez o maior enigma literário de minha vida seja o sucesso transatlântico de Paulo Coelho, exposto com destaque nas livrarias de todas as cidades européias pelas quais passei nos últimos meses, de Londres e Berlim.) De volta a Brown: como escreveu um crítico de um jornal londrino, sua prosa é tão pobre que faz Jeffrey Archer, um escritor popular desprezado entre os cultos e semicultos aqui no Reino Unido, parecer Dostoievski. Bons escritores a gente guarda. Maus, descarta. Não me surpreendi ao ler, num site londrino, que o autor mais doado – para hospitais, asilos, orfanatos etc – é Dan Brown.

Escritores como Dan Brown não são exatamente escritores, se você entender como tal Philip Roth, Amos Oz, Vargas Llosa, John Updike, Martin Amis, Le Carré, para ficar apenas em alguns autores contemporâneos. São vendedores, mercadores. Ou, na hipótese mais benigna, iniciadores, uma escada através da qual o leitor pode ganhar pela leitura interesse bastante para chegar a escritores de verdade.

(Leia aqui o post “Eu não vou ler a sequência de Código da Vinci”)

Mesmo para o trabalho de iniciação há coisa bem melhor. Por exemplo, Agatha Christie, com suas tramadas engenhosas à frente das quais está em geral Hercule Poirot, o extravagante detetive belga para o qual não existe crime sem solução. “O Caso dos Dez Negrinhos”, por exemplo, é uma excelente pedida para a iniciação na leitura. A literatura policial, em geral, é uma boa escada e, posteriormente, transpostos os degraus, um refresco bem-vindo entre leituras mais árduas. A inglesa PD James, cujo detetive Adam Dalgliesh acumula as funções de chefe da Scotland Yard com as de poeta, é uma escritora policial ótima. O americano Raymond Chandler, criador do detetive blasé Philip Marlowe, também, bem como o francês Simenon, com seu Inspetor Maigret.

Livros que reúnem o melhor de bons contistas são também escadas eficientes. Vou citar alguns grandes contistas de quem vi recentemente antologias: Isaac Bashevis Singer, Nelson Rodrigues (de preferência, “A Vida Como Ela É…”), Guy de Maupassant, Rubem Fonseca. Cronistas como Veríssimo e Rubem Braga também têm o poder de fazer a gente a gente viajar pelas páginas de um livro e são também escadas agradáveis, rolantes mesmo, rumo a novas etapas literárias. Numa segunda fase, eu recomendaria seis romances para o começo da jornada. Três são clássicos do século XIX: “Os Maias”, de Eça de Queiroz, “Ana Karenina”, de Tolstoi, e “Quincas Borba”, de Machado de Assis. Três são de uma época posterior: “O Grande Gatsby”, de Fitzgerald, o primeiro volume da tetralogia do “Coelho”, de John Updike, e “O Cônsul Honorário”, de Graham Greene.

Muita gente tem medo dos clássicos, mas é um equívoco. Eles escreviam quase que em forma de folhetim, tramas bem contadas que fazem você querer passar de um capítulo a outro rapidamente. “Guerra e Paz” de Tolstoi pode assustar pela grossura, mas é importante notar que gente como Dan Brown escreve livros muito mais grossos que o necessário. Stephen King mais de uma vez passou a marca das 500 páginas. Quer saber como era a vida na Rússia no início do século XIX, em que a corte se comunicava em francês, uma aristocracia decadente que logo tremeria diante das tropas napoleônicas? Basta ler “Guerra e Paz”.

Mercadores de tramas rocambolescas como Dan Brown não são a melhor escada para leituras posteriores. Mas ainda assim: se servirem para isso, ótimo. Mas se o leitor inicia sua jornada em Dan Brown e similares e termina na mesma estação a única utilidade efetiva é evitar que ele beba ou tome drogas no período em que está entretido com páginas descartáveis e medíocres.